segunda-feira, janeiro 30

Live Surf

As doces maravilhas da nova tecnologia !!

Tal como no ano passado, podemos acompanhar todo circuito WCT e algumas provas do WQS em directo e ao vivo (ou quase).
Esclareço a quem não sabe que o WCT ( World Championship Tour) e o WCT ( World Qualifying Series) são a 1ª e 2ª divisão do Circuito Mundial de Surf, que tem transmissão dos campeonatos em directo, via Internet para todo o mundo. Normalmente com comentários em Português. Não podia ser melhor!

Desta vez, e começar bem o ano temos o Monster Energy Pro, em Pipeline. Pelo que ouvi dizer as ondas estão fabulosas e a webcast tem a qualidade habitual das competições patrocionadas pela Billabong.
Devido à diferença horária as transmissões devem começar lá pelas 7 ou 8 horas da tarde e acabar pela noite dentro. Ou seja, já em casa e relaxadamente ver o que de melhor se faz, numa das melhores ondas do mundo. Esqueçam a Sportv e surfem a Web!

domingo, janeiro 29

Marinheiro por um dia!




Pois é pessoal, ontem um grupo de 8 pessoas maioritariamente Aveirenses teve a sua primeira experiência de MAR (pelo menos à Vela) ao largo de Aveiro.

E ... quem mais havia de estar presente senão o mais recente Marinheiro Aveirense "Terri"!!!

Na foto, ai esta ele a governar um Veleiro de Regata (que por sinal já foi Campeão Nacional) com 12 metros de comprimento. Estamos a entrar a barra de Aveiro, a bordo do DC1200, prototipo idealizado e construido em Aveiro (Gaf. Encarnação) no estaleiro de Delmar Conde (à direita na foto) com o nosso "Terrivel" Marinheiro a governar com suavidade e destreza este (bastante) veloz Veleiro!!

Estou certo que se em terra vissem o Veleiro a entrar a nossa barra, com vela grande e genoa em cima a navegar adornado e rápido numa bolina aberta diriam: "É de certeza alguem com muita experiência ao leme!!!!" (Como alguem dizia a bordo: "Pelo menos 50 anos de mar!). Mas... é verdade e ... não é montagem. É mesmo ele mas ... com o Mestre ao lado!!!

Mas... nem tudo foi cor de rosa! Quando saimos a barra (pelas 11:30) foi decidido ir até á boia do "Emissário" e ... eis que o nosso marinheiro decidio iniciar desde logo as emissões e foi de imediato dar comidinha aos peixes. Era vê-lo na borda a deitar carga ao mar!!!

Apesar de tudo e apos varias "emissões" o nosso colega sempre manteve a boa disposição e nao enjeitou a merecida "leitoada" a bordo. Champanhe, brindes e ... que venha a proxima dirão todos!

Depois de tudo, uma duvida paira.......

O titulo deste texto deverá ser "Marinheiro por um dia!" ou .... "O primeiro de muitos dias?"

Abraços e bons ventos...

sábado, janeiro 28

O close-out importa?

Aqui à uns dias estava de saída da tribo quando o mano me mostra a última Surfer, a primeira nota é a de que depois de tantos anos a dizer "que ganda capa!!" número após número, esta é de facto uma das grandes capas de sempre da "prima dona" das mags de surf, e ainda por cima nem uma fotografia de ondas...
Bom mas vamos ao que interessa, um dos artigos deste número aborda uma questão curiosa que aproveito para lançar ao pessoal: Os close-outs importam?

A verdade é que para mim importam sim senhor! Não como um atestado de virilidade mas antes pela intimidade e desinteresse do momento. Se um tubo seco a sensação é de explosão de alegria, de conquista, uma expressão de algum domínio sobre as variáveis, o close-out é de comunhão desinteressada, de puro culto, como se teimassemos em ser àgua. Para mim o close-out também pode ser um baptismo, um prelúdio para a sessão que se segue, do género "provar o fel para depois saborear o mel".
Positive vibes

terça-feira, janeiro 24

Surf Tipológico

Tenho que, para mim, existem dois tipos de surfista:
O primeiro surfa tudo o que mexe. Desde os dias mais clássicos, até aos dias em que dá qualquer coisa que se possa considerar surfável. E até mesmo experiências esquisitas, como ondas de rio e pranchas malucas.

O segundo apenas surfa os dias mais clássicos.
Não surfa nem melhor nem pior, mas são apenas esses dias que o motivam. Não deixam de fazer parte da comunidade de locais, pois naqueles dias que contam, eles estiveram lá. E geralmente costumam estar pela praia, esperando que aquele tal dia chegue.

Eu, definitivamente enquadro-me no primeiro grupo.
A minha paixão pelo mar não se resume a ondas perfeitas e sinto falta do contacto assíduo com o elemento água. Aprendo muito sobre o mar e o surf nos dias menos bons ou nos dias sem ondas clássicas. Sinto que me torno mais Waterman, no sentido em que a minha relação com o mar não termina com a surfada. E quantos vezes, apesar das ondas não estarem perfeitas, os dias foram verdadeiros clássicos. Clássicos no sentido da emoção, do convívio e da diversão. Dias em que posso dizer - Valeu a pena!

segunda-feira, janeiro 23

Planeta Azul

H2O

As propriedades físicas dos elementos são muito curiosas.
O Oxigénio e o Hidrogénio, por exemplo, são dois dos elementos mais combustíveis que existem. Mas se juntarmos os dois obtemos um dos elementos mais incombustíveis: a Água.

Ainda mais estranho é a combinação do Sódio, um dos elementos mais instáveis, com o Cloro, um dos mais tóxicos. Deite um pequeno torrão de Sódio puro em água vulgar e ele explodirá com força suficiente para matar.
O Cloro por sua vez é ainda mais perigoso. Apesar de útil para matar pequenos microrganismos em pequenas concentrações, em grandes quantidades é letal. Mesmo quando muito diluído, não é nada agradável para o corpo humano. Que o digam os utilizadores de piscinas, sempre de olhos inflamados. Contudo, juntem estes dois elementos e o que obtemos? Cloreto de Sódio - o Sal.

Misturem os quatro elementos e obtemos a água salgada, vulgar no nosso corpo e nos Oceanos.

NL
citando Bill Bryson

sexta-feira, janeiro 20

Ambiente insular

Trata-se de um artigo que escrevi para o jornal do Centro de Conservação e Protecção do Ambiente da Universidade dos Açores a saír no próximo nº:

Mar

“Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.”

Sophia de Mello Breyner Andresen

Está tão presente que negligenciamos a sua existência e a sua importância. Temos dificuldade em constatar o mais evidente: aqui o Mar é tão importante como o ar que respiramos. Aqui o mar é a nossa casa e a sua condição influencia muito linearmente as nossas vidas. Podemos avaliar uma sociedade pelo valor que esta dá ao sítio onde vive, na forma como ela se relaciona com o meio ambiente. Aqui nos Açores, ilhas oceânicas, todos vivemos no (do) mar. Talvez fosse sensato defendermos, com determinação e teimosia, a nossa casa contra a ignorância, contra a inércia, contra a política da mais valia imediata.
Tomo como exemplo um caso sintomático de abandono, negligência, incuria e cegueira. Um local de que não se fala ainda que esteja à vista de todos. Trata-se de uma praia, um bem raro e valioso num local com as características da nossa ilha. Temos muito poucas aqui e ainda menos as que têm um fácil acesso.
Falo da praia a que chamam, como que por sarcasmo, de Monte Verde na Ribeira Grande. Esta “praia”, transformada em depósito de entulho, tem constantemente um cheiro pestilento das descargas de esgotos transportadas pelas ribeiras, directamente para a areia, formando pequenas lagoas onde frequentemente as crianças locais tomam banho.
Trata-se de uma má gestão, ou ausência dela, por parte das entidades com capacidade de decisão e com certeza que o conceito de Desenvolvimento Sustentável não figura na lista de prioridades de quem tem a responsabilidade, ainda que esta expressão seja utilizada abusivamente todos os dias. Não, em vez de re-qualificar aquela zona do ponto de vista ambiental, em primeira instância, e posteriormente criar as condições para que se possa usufruir do local, dá-se prioridade a projectos impracticáveis, megalómanos e desfazados da realidade, como se fosse possível construir uma casa a partir do telhado.
Tendo em conta esta realidade, parece-me abusivo que no site da Câmara Municipal da Ribeira Grande apareça este “slogan” espantoso: “É a Ribeira Grande virada para o turismo e para o mar”. Assim se bate no fundo do descaramento e da falta de vergonha. Falta de confiança dos portugueses na política? Descrédito? Desconfiança? Abstenção?
Será que mesmo economicamente, em tempo de crise, nos podemos dar ao luxo de desperdiçar um recurso (sim, é disso que se trata) tão atractivo e capaz de gerar tantos dividendos? Imaginem o que aquela praia, bem cuidada, poderia trazer à Ribeira Grande e às suas gentes. Imaginem infâncias saudáveis, longe do lixo, um local a visitar e não a esconder. Por muito que pense não consigo chegar a uma explicação minimamente lógica para o que se passa nesta praia.
Mas a responsabilidade não se esgota nos políticos. Será que nós fazemos tudo que está ao nosso alcance para alterar esta situação? Cabe-nos a nós pressionar os políticos e fazer com que mudem de rumo. É chocante a passividade da população relativamente a este assunto, em especial, a passividade da comunidade científica. Afinal, existe nesta ilha uma Universidade em que a investigação na área do ambiente tem um peso enorme. Para que serve uma instituição universitária? E a tal capacidade crítica independente, suposta essência do espírito académico? Calados entre Gregos e Troianos! Vamos comprar esta guerra pois na vida se há batalhas que valem a pena ser travadas, esta é com certeza uma delas!


Adriano Quintela

ps: Já agora esta praia também dá altas ondas

Monte Leão


Estive recentemente em Cabo Verde, na ilha do Sal e aqui fica um point que promete! Apanhei o mar pequeno mas as ondas quebravam numa bancada de reef bem rasa e extensa o que deu para ficar com a sensação que mais 1 metro em cima e tinha dado uma sessão clássica - crowd zero (só a Té na beirinha da àgua a apanhar conchas).
O pico fica na base do Monte Leão do lado da baía da Murdeira, só acessível de todo-o-terreno.
Quem lá for antes de mim diga coisas

quinta-feira, janeiro 19


Os milagres são só para quem os quer ver!!

tudo é real num imenso transparente que nos parece azul toda a força que vem de longe pára na nossa praia, tranformada em vagas incertas..
queremos ser fortes, grandas e mágicos como tu..
queremos pertencer ao mar

terça-feira, janeiro 17

O (m)ar que respiramos

A bordo do Cidade Celestial algures no Banco Princesa Alice (Nov 2004)

Gostava de vos felicitar pela iniciativa e agradecer pela oportunidade de participar nesta manifestação "húmida"e refrescante. É sempre bom constatar que respiramos do mesmo (m)ar. Em especial ao Terri e ao Quinéu pela busca teimosa, pelo debate, partilha e aventura.



sábado, janeiro 14

Essencial surf

"Os filmes de surfe atuais são todos iguais: uma sucessão de aerials de tudo quanto é tipo, cheios de cortes malucos, normalmente filmados nas Mentawai ou em algum beachbreak safado e com uma trilha sonora trash e barulhenta. Bom para ver num bar, enquanto se joga conversa fora..."
Giovanni Mancuso

Cito este comentário pois considero ter encontrado até agora o melhor filme de surf. O seu nome é Second Thoughts e, ao contrário da generalidade dos filmes que podemos encontrar por aí, este vai mais ao encontro ao que eu considero ser a essência do espírito do surf.

Resumidamente, e segundo a sinopse, é a história de três surfistas que vão para uma ilha deserta da Indonésia e passam 20 dias acampados a quilômetros de distância de qualquer civilização. Em busca das melhores ondas da vida deles encontram uma paisagem alucinante, mas também os perigos de estar sozinhos num lugar pouco explorado pelo homem. A filmagem é revolucionária nos padrões de filmes de surf com a camera em posições nunca vistas.

Mas como pode um filme feito por um cineasta amador e com apenas três surfistas normais merecer tal consideração?
Para começar, os planos. Em vez de grandes planos onde apenas vêmos o surfista e a onda, aqui podemos ter uma noção da paisagem e do local envolvente. Em vez de muitos planos curtos e salteados aqui os planos são longos, muitos desde o momento em que o surfista apanha a onda até cair. Há até um plano onde acompanhamos os surfista a voltar para o pico. Tudo sem cortes e na mesma sequência.

Para além disso, muita camera subjectiva, filmada pelo próprio surfista na onda. Longos planos dentro do tubo com o surfista a virar a camera para ele próprio e para trás. Vêmos a crista da onda a formar, a parede, a praia, a espuma que nos segue. Enfim, o que veríamos se fossemos nós naquelas ondas.
E que ondas. Julgo que este filme tem dos tubos mais longos já captados. E não falo de um, mas da maior de quantidade de tubos tão longos. E sem camera lentas ou montagens especiais.

Na verdade os filmes de surf estão mais dentro do género documentário do que ficção, e neste sentimos que estão a relatar acontecimentos reais, não encenados ou remontados. Sentimos mais a experiência da surf trip, com as partes boas e más. Pelo contrário, nos restantes filmes vêmos apenas sequências de manobras fabulosas pelos melhores surfistas do mundo. Como se o surf se resumisse a isso. Como no resumo de um jogo de futebol, onde parece que todos os remates dão golo, ao contrário da realidade. Eu prefiro ver o jogo todo, com as partes boas e más. Como na vida. Neste filme vou ao ponto de gostar das partes em que os surfistas caiem. E das partes em que o mar não está bom para surfar. E quando cozinham, e viajam e dos problemas que têm. Sinto tudo mais real.

Outro factor muito importante para mim: o Áudio. Não falo só da música, mas mesmo neste ponto considero de muito bom gosto. Nada daquelas bandas com som de garagem a gritar contra tudo e todos. Podemos ouvir um som de banda sonora, complementar ao filme e sem se impor. Com espaço para o silêncio e para o som ambiente. Aliás em termos de som ambiente está divino, tocando a perfeição na sequência final onde ouvimos o som da água e do surfista ao longo de toda uma onda. Inédito.

Infelizmente, o autor e surfista Timmy Turner está em coma induzido depois de sofrer uma cirurgia no cérebro.
Segundo os médicos, o surfista contraiu a perigosa bactéria estafilococos, que invadiu e danificou seu organismo e parte do cérebro. Ainda não se sabe como e aonde ele contraiu a bactéria, mas especula-se que pode ter sido em Huntington Beach, famoso pico no litoral da Califórnia. Segundo informações no site da revista Surfing o seu estado é grave e ele deve permanecer em coma induzido por mais 30 dias.

"I'm going to sit here until I break, then I'll be the happiest person on the planet"
Timmi Turner

NL

sexta-feira, janeiro 13

Hidrosfera

"O reino das águas é conhecido por hidrosfera, e é na sua esmagadora maioria, contituído por oceanos. Noventa e sete por cento de toda a água da Terra está nos mares, e a maior parte no Pacífico, que é maior que todas as massas terrestres juntas. Na sua totalidade, o Pacífico retém um pouco mais de metade de toda a água dos oceanos (51,6 por cento); o Atlântico tem 23,6 por cento, e o Índico 21,2 por cento, o que deixa apenas 3,6 por cento para todos os outros mares. A profundidade média de um oceano é de 3,86 quilómetros, sendo o Pacífico, em média, cerca de 300 metros mais fundo do que o Atlântico e o Índico. No total, 60 por cento da superfície do planeta é constituída por oceano com mais de 1,6 quilómetros de profundidade. Seria mais correcto chamar ao nosso planeta Água do que Terra."

NL
citando Bill Bryson

Navegar é preciso

Nasci e cresci no litoral.
Isso sempre fez parte do meu ser. Cresci apaixonado pela praia e pelo mar e foi assim que naturalmente me tornei surfista.
Os mergulhos de Verão nunca eram suficientes por isso arranjei a minha primeira prancha de bodyboard e encarei o meu primeiro inverno a correr as ondas. Desde então a minha relação com o mar não parou de crescer.

De início também pensei ser apenas praticante de um desporto, mas vim a descobrir que se tornou um modo de vida. Não vivo apenas para o surf, muito no mundo me interessa. Mas o surf faz parte do meu ser. Sem exageros, surfar é para mim uma experiência religiosa: A natureza é para mim das criações mais belas de qualquer Deus e é no mar que me sinto mais em comunhão com Ele e com o planeta.

Nem sempre pude viver à beira-mar e com o tempo descobri que o mundo não é só praia. Mas levei sempre comigo esse gene de cultura H2O. A relação com a água manteve-se de muitas maneiras e mesmo em cidades no centro de continentes sempre houve piscinas e rios que me mantêm em contacto com esse elemento. Não é a mesma coisa, nem o faço por uma questão de vício, mas de prazer sincero: Adoro a água. O surf é apenas a expressão mais mágica desse sentimento.

Por isso, agora navego na web.
Neste momento faço-o em casa, com a praia em frente. Mas sei que nem sempre poderá ser assim. Espero que esta relação com o Meio Líquido me mantenha em contacto com este meio. Que o surf não seja só agir, mas também pensar e sentir.
NLacerda

"Navegar é preciso, viver não é preciso"

quinta-feira, janeiro 12

O meu primeiro malibu

Faço bb há 15 anos e a paixão sempre foi mais o oceano do que a técnica escolhida para o abordar, tirando obviamente aqueles primeiros 5 anos onde tudo era o desporto e o desporto era tudo até se ter tornado num estilo de vida. Com o passar dos anos acredito que o importante é estar no mar e disfrutar a energia das ondas e para mim tanto vale um big rider como um nativo que desliza com meia tábua de madeira nos rabos das ondas. Não existe uma técnica ou um artefacto mais ou menos nobre, tudo é válido e "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
Depois de ter experimentado umas ondas de longboard nos dias pequenos de verão, o "pai natal" trouxe-me uma 7"4!!! Que pica!! A primeira surfada com a "bichinha" foi no passado fim de semana, lindo! Nem uma onda, muitas quedas, umas dores de braços e muita vontade de lá voltar!!!

terça-feira, janeiro 3

Barra


Dezembro foi um mês de boas ondas na Barra, com dias de sol de meter inveja. Esta era visão dos calhaus no "playground"a meados do mês. Uma surfada matinal e o descanso de papo ao ar ao sabor da brisa off-shore, com um cenário que fazia lembrar paragens mais tropicais...com esquerdas de sonho.
As praias na costa de Aveiro/Ílhavo reservam sempre uns brindes ainda que ao alcance de poucos devido à sua imprevisibilidade - os bancos de areia têm uma forte dinâmica e o vento dominante de norte obriga a surfadas matinais para apanhar off ou glass - é só para quem pode e quer!!
Aqui é bem vindo quem vier por bem, ao contrário de muitas praias por este país fora que estão cheias de "surfistas" básicos de mente retrógada que escondem as suas frustações atrás de um localismo xenófobo. Na Barra, apesar de diversas gerações de surfistas a coexistir, a regra de ouro na conduta de quem é verdadeiramente local ainda é o respeito pelo próximo. Se mostrarem do mesmo facilmente vão-se sentir em casa.