sexta-feira, fevereiro 9

Questão Nuclear

Carvão - 24,6 Mortes
Petróleo - 18,5 Mortes
Gás Natural - 2,8 Mortes
Hidroelétrica - 1,3 Mortes
Eólica - 0.04 Mortes
Solar - 0.02 Mortes
Nuclear - 0.02 Mortes

Falta referir os custos da poluição, de transporte, armazenamento, ambientais e até estéticos ou urbanísticos, que ter uma central de carvão a largar pó ou uma barragem a submergir metade da paisagem não será o ideal a vários níveis. 

Eu sei, o Nuclear tem péssima fama à conta de filmes e séries. Mas não percebo como mesmo um país dependente energeticamente do exterior não considera a hipótese de produzir energia de forma barata, limpa e segura. Ou pelo menos mais segura do que todas as outras…

sábado, outubro 27

Sunset surf


sexta-feira, abril 27

Mar Índico


quarta-feira, abril 18

Always Arugam.. .


sábado, janeiro 6

El Picoloco !


Alentejo Christmas tour


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quinta-feira, dezembro 21

Solstício de inverno


quarta-feira, novembro 22

Arms wide open.. .


quinta-feira, outubro 5

Euskal herria + Gros


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sexta-feira, setembro 22

Objectos Essenciais

- Adaptador de Corrente Eléctrica  [ e Ficha Tripla ]
- Chapa de Identificação  [ Grupo Sanguíneo; País, Apelido, Telefone de Contacto ]
- Mochilita  [ Para documentos, Máquina Fotográfica, Snacks ]
- Cartões de Crédito
- Money Belt  [ Com Passaporte, Cartão de Crédito, Dinheiro Grande ]
- Caneta e Papel  [ Escreve um diário, Comunica com as Pessoas, Desenha ]
- Canivete Suiço  [ Não esquecer de pôr na bagagem do porão ]
- Cadeado e Corrente da Mochila  [ nos Dormitórios, nas Viagens ]
- Máquina Fotográfica
- Tampões para os ouvidos; Antiface para os olhos; Almofada de ar
+ Um Sorriso, claro...

Gonçalo Cadilhe - O Mundo é Fácil


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quarta-feira, junho 21

Solstício de verão


segunda-feira, junho 19

Sea. you. my friends.. .


sexta-feira, maio 26

Homeland Winter Travel


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quinta-feira, julho 21

Euskadi Summer Travel

ACESSÓRIOS
- Protetor solar
- Auriculares
- Livros para ler (20 Textos que Cambiaram la Historia)
- Livros para escrever (Brancos, mais Lápis e Canetas)
- iPod (+ Carregador) + (Músicas)
- iPhone (+ Carregador)
- Mini Pc (+ Carregador)
- Medicamentos (Gotas para nariz, olhos, antialérgicos, Dunolides)
- Borrachas
- Máquina Fotográfica Digital (+ Cartões) + (+ Carregador)
- Máquina Fotográfica Slides (+ Rolos)
- Borrachas de Água quente
- Relógios de plástico (Brancos x 2)
- Isqueiro e caixinha
- Ficha tripla
- Champô e Sabonete
- Toalha pequena vermelha
- Bolsa de higiene
- Escovas de cabelo e de dentes
- Canivete suiço

EQUIPAMENTO DE SURF
- Prancha 5'9'' Fish retro
- Prancha 6'0''
- Prancha 6'3'' Lightning Bolt
- Prancha 6'4'' Malibu
- Lycra Azul RipCurl
- Lycras Vermelha e Laranja Deeply
- Colete BodyGlove
- Colete neoprene Deeply x 2
- Fato 4/3 Billabong verde
- Fato 4/3 Billabong Bordeaux
- Sacos impermiáveis Azul, Laranja e Rosa
- Cordinhas, Wax, Quilhas e Chaves.

- Óculos de Mergulho x 4
- Tubos de Mergulho x 2
- Barbatanas x 2
- Toalha Azul
- Toalha Amarela
- Toalha preta Deeply
- Pára-Vento rosa
- Guarda Sol amarelo

ROUPA, CALÇADO E ACESSÓRIOS
- Calções Billabong verdes
- Calções de cidade azuis
- Calções de Surf laranjas
- Calções de Surf vermelhos
- Tshirts de cavas x 6
- Chinelos Flip Flop
- Chinelos de alças
- Botas Puma vermelhas
- Botas de montanha
- Ténis acsis azuis
- Camisola vermelha allaround
- Casaco azul claro
- Casaco Bordeaux
- Casaco de penas leve preto
- Meias e boxers x 8
- Boné RipCurl
- Chapéu Bahamas
- Óculos escuros x 2

- Mochila Verde allaround
- Mochila ou mala de rodas
- Mochila pequena ?

...

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segunda-feira, maio 30

Verde água

Esta prancha não chegou a ver outro verão...

Euskal herria

As listas também podem ter um formato visual...

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domingo, maio 29

Packing surfboards after Fiji


Dicas para embalar pranchas para viagens com a Courtney Conlogue, em especial para as Fidji !

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quarta-feira, novembro 12

All You Need to Pack for a Remote Atoll is…



All You Need to Pack for a Remote Atoll is…

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35 dicas geniais para viajantes

1. Use janelas anônimas quando for reservar voos e hotéis pela internet. Sites de viagem rastreiam as suas visitas e aumentam o preço quando sabem que você já os acessou antes.
2. Organize cabos soltos guardando-os em caixas de óculos.
3. Use canudos para levar pequenas quantidades de cremes em viagens.
4. Coloque uma folha de papel “dryer sheet” no topo de sua mala para que as suas roupas não fiquem com cheiro de mofo.
5. Use a mola de uma caneta velha para proteger os fios de carregadores.
6. Fuja das longas filas dos banheiros de aeroportos. Pode parecer senso comum, mas o primeiro banheiro do terminal é o mais cheio. Use o próximo para evitar a perda de tempo em filas.
7. Use um prendedor do tipo “binder clip” para proteger as lâminas de barbear.
8. Se esquecer a parte que prende na tomada, carregue seus dispositivos conectando o cabo USB nas entradas da TV.
9. Enrole as roupas, ao invés de dobrá-las, para economizar espaço nas malas.
10. Se você tem roupas que precisam ser dobradas, use lenços de papel para evitar que elas amassem.
11. Use um porta pílulas para manter as bijuterias organizadas.
12. Salve imagens dos seus documentos antes de viajar. No caso de perda ou furto, é muito útil ter cópias extras do passaporte, da sua identidade e dos documentos que mostram seus voos e reservas salvas no seu smartphone ou tablet.
13. Guarde seu sabonete e lave roupas com esse embrulho fácil de fazer.
14. Uma touca de banho é a melhor forma de embalar os sapatos para colocar na mala.
15. Coloque seu smartphone no modo avião para economizar bateria.
16. Evite os nós nos fones de ouvido enrolando-os em um prendedor do tipo “binder clip”.
17. Mantenha seus grampos de cabelo organizados dentro de uma caixinha vazia de Tic-Tac.
18. Ao fazer as malas, coloque cintos enrolados nas golas de camisas, para manter sua forma.
19. Sente-se nos assentos próximos das asas do avião para evitar turbulência. Os assentos próximos das asas normalmente têm menor turbulência porque têm uma estrutura que dá maior suporte.
20. Ao invés de comprar de novo, guarde as embalagens pequenas e reponha os produtos.
21. Para usar o Google Maps offline, digite “OK Maps” e a área visível será salva para acessos futuros.
22. Ao invés de comprar água no aeroporto, leve uma garrafa vazia e encha-a após passar pelo raio-x.
23. Quando reservar poltronas para duas pessoas no avião, escolha o corredor e a janela. Se ninguém pegar o assento do meio, você fica com a fileira toda. Se alguém pegar, é só pedir para trocar de lugar para sentar perto da pessoa com quem você está viajando.
24. Se tiver que levar fato, dobre-o do avesso, para mantê-lo limpo e sem amassar.
25. Espere para comprar suas passagens às 15h de terça-feira. Normalmente, é nesse dia que as grandes companhias aéreas reduzem seus preços para competir com empresas menores. Se você quiser economizar, esse é o horário para comprar.
26. Evite vazamentos desagradáveis na sua mala. Tire a tampa dos recipientes, embrulhe filme plástico em volta e tampe de volta. Isso vai prevenir qualquer líquido de sujar suas coisas (e estragar sua viagem!).
27. Consiga a senha do Wi-Fi de vários estabelecimentos checando os comentários do lugar no FourSquare.
28. Use seu GPS quando estiver no exterior. Se você está viajando sem um plano internacional de celular, ative o modo avião e desligue a rede para usar o GPS sem se conectar à internet. Faça o download da área que será visitada no Google Maps enquanto ainda estiver no hotel e você terá um mapa completo para usar durante o passeio.
29. Consiga um carregador de celular se você esquecer o seu em casa.
Esqueceu o carregador? Muitos hotéis têm uma caixa cheia de carregadores esquecidos por outros hóspedes.
30. Não perca tempo esperando sua bagagem chegar no aeroporto.
Mesmo que não seja, colocar uma etiqueta de “frágil” faz com que manejem suas malas com mais cuidado. Além disso, elas são colocadas no topo da pilha de bagagens, o que significa que a sua mala será uma das primeiras a ser colocada na esteira.
31. Ganhe tempo fazendo as malas. Pendurar cabides organizadores pode ser muito útil na hora de arrumar suas malas, simplesmente colocando-os dentro da sua bagagem. Já vai estar tudo em ordem!
32. Consiga Wi-Fi de graça no aeroporto. Quando estiver no aeroporto, coloque “?.jpg” no final de qualquer URL para conseguir contornar o Wi-Fi ridiculamente caro. Você também pode se sentar perto das salas VIP, já que às vezes o sinal pega fora.
33. Para ganhar pontos, viaje com uma régua com várias tomadas e seja o herói do aeroporto.
34. No seu ultimo dia em outro país, pegue todos os seus trocados e dê aos moradores de rua.
35. E o mais importante… Continue viajando!

O original aqui ; )

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terça-feira, abril 15

Sunny days


   Na terrinha, mas na água...

quarta-feira, abril 24

Natal

Só para relembrar o último Natal aqui na santa terrinha, que teve melhores dias do que o ano corrente. Fica o registo...

domingo, novembro 27

...e de vez em quando...


Em boa verdade o sudoeste da Florida cultiva a paciencia (eufemismo para "borra")! De vez em vez, os elementos alinham-se e o resultado sao umas verduscas com off shore. Uns brindes muito bem vindos! Neste dia a' noite nem me conseguia mexer...foram 6 horas dentro de agua a tirar a barriga de miserias

segunda-feira, novembro 21

How to travel smart

Lista de conselhos sempre úteis, proveniente do Blog da Surfmag mas adequada a qualquer viagem de longo curso. Aqui vai:

1 . Before leaving on an international flight, scan your passport and email it to yourself so that if it were to get stolen, you would have a copy.
2 . Hide extra cash and/or an extra credit card in a place other than your wallet (i.e. the sole of a shoe, a side pocket of a bag).
3 . Don’t fly Delta.
4 . Don’t leave anything valuable in your car…ever.
5 . For the greatest chances of a free upgrade, at the check-in counter, go to the employee of the opposite sex who’s most likely to find you charming.
6 . Get to the airport early. Sitting around relaxing reading a book is preferable to sweating through security while your flight taxis to the runway. You also have a better chance of getting a good seat.
7 . Take vitamins. International flights are breeding grounds for viruses.
8 . Don’t drink alcohol. While it may make the hours pass, it severely dehydrates you. The goal is to be surfing at your best when you get there.
9 . Purchase a good set of noise cancelling earphones. Drown out the engines and the crying kid in 51G. And you don’t have to pay for the crappy airline headsets.
10 . Get an aisle seat.
11 . Get a good board bag with padding. Protect your assets.
12 . Always bring an extra set of clothes to put inside your carry on bag in case the airline loses your baggage, which happens too often.
13 . Sympathy stories help for seat upgrades—sick grandma, recent knee surgery—but the best way to get good service from airline employees is to be as nice to them as you’d like them to be to you.
14 . You can always drink the beer. Even if the water in a country is sketchy, alcohol and a twist of lime kills all bacteria.
15 . Don’t waste money taking a fish to Hawaii.
16 . Exchange your cash. Even in countries that take American dollars, you’re less likely to overpay if you have local currency.
17 . Always bring duct tape.
18 . At the check-in counter, when they ask what’s in your board bag, use the number-indefinite response: “Surfboard.” Then its up to them to ask how many.
19 . Always factor that everything (whether that’s security, traffic, customs checkpoints) will take at least fifteen minutes longer than you’d think.
20 . Speaking of customs: Smile at the guy/lady with the stamp. But don’t over do it.

...

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quinta-feira, setembro 1

Florida's waves

Não brinquem, foi nestas ondas que o Kelly Slater aprendeu a surfar Teahupoo e Pipeline.

domingo, agosto 28

The Perfect Storm - parte II

(+)10h00

Hoje re-descobri a minha praia. A tempestade que e' agora noticia em todos os noticiarios, ja' la' vai em direccao a' Virginia, Carolina do Norte, Outer banks e talvez Nova iorque...sorte daqueles que ficaram a ve-la passar e azar daqueles que a estas horas se estao a preparar para a evacuacao.
Sai a correr do trabalho para ver a ondulacao. O ceu ainda estava carregado. Quando estacionei o carro no parque la' de casa, ouvi o rosnar do mar! Passei a estrada, abri a portinha do carreiro e apressadamente segui para a praia. Quando cheguei o cenario estava muito diferente do dia anterior...

Vinham uma bombas, como nunca tinha visto por estas bandas...parecia o prefacio mas com agua a 26C...uhhhhh...maravilha.!!



A praia ao lado, Deerfield, tinha uma ode de curiosos a verem as ondas a partir, muitos deles incredulos ao verem os surfistas dentro de agua! Tava do belo!!!



quinta-feira, agosto 25

The Perfect Storm - parte I

24 de Agosto
(-)12h00
Advertencia: teclado americano = acentos improvisados
A Irene esta' a cerca de 200 Km de distancia da nossa casa. A esta hora abraca as Bahamas sem do' nem piedade.
Este furacao de categoria 4 esta' a' distancia perfeita. Longe o suficiente para nao nos arrancar o telhado fora e perto qb para gerar 3 dias de ondulacao com vento offshore! Um classico! Amanha vai ser chuvinha de manha a' noite e o ventinho a chispar, na sexta vem a calmaria com o vento a acertar e o swell a prometer, assim a rimar sem querer...
Um furacao e' um fenomeno impetuoso e massivo, com uma energia avassaladora que da' para ver do espaco, a Irene e' tao grande que dava para cobrir o estado da Florida (tipo 3/4 de Portugal).
Hoje ao final do dia, 12 horas antes da tormenta, o vento dava sinal de si e as nuvens vindas de sul comecaram a tomar conta do ceu. O aspecto da praia aqui em frente a casa, em nada diferia de um dia normal de ceu cinzento com onshore a ameacar a chuva, comecaram-se a ver as primeiras ondas num mar desordenado, vamos ver amanha...
Ontem , estacionei o carro na garagem e a' entrada do elevador estava um panfleto que me fez aterrar na realidade e pensar que se um destes nos bate em cima...nao vai ser nada bonito... Bem, mas por agora tudo a encaminhar-se para o swell do ano!

sábado, setembro 25

Águas

Em certos parques naturais de África, contaram que os animais se aproximam dos ribeiros ao fim do dia, mesmo que já estejam saciados de água e alimento, pelos seus tratadores. Nós, como eles, sentimo-nos felizes ao pé da água, ainda que tenhamos esquecido porquê.

Paulo Moura, no repórter à solta.

Sea Life

sexta-feira, setembro 24

Medicamentos em Viagem

Ir de Férias
- Aconselhe-se atempadamente com o seu médico ou farmacêutico.
- Faça uma lista de medicação que pode precisar.
- Leve uma quantidade superior de medicamentos necessária para a estadia. Podem surgir imprevistos!
- Não se esqueça do fuso horário! Se necessário, mantenha um relógio com o horário do seu país de origem.
- Leve uma receita médica com os nomes genéricos dos medicamentos que toma e respectivas dosagens.
- Use uma bolsa própria (se possível térmica) para o transporte.
- Não deixe os medicamentos no carro. O calor pode alterá-los.
- Mantenha os medicamentos na embalagem original.
- Se vai viajar de avião, guarde os medicamentos na bagagem de mão.
Assim evita que os deixe de tomar em caso de atrasos ou extravio da bagagem.

Medicação injectável
- Os produtos injectáveis, em caso de viagem de avião, não podem ser transportados na bagagem de porão: as temperaturas negativas inactivam os medicamentos.
- Envolva os frascos, para os proteger, enquanto viaja.
- Peça um quarto com ar condicionado e assegure-se que tem frigorífico.
- Caso haja quebra da cadeia de frio, contacte um farmacêutico para saber o que fazer.
- Se tem esclorese Múltipla, lembre-se que o calor pode agravar os sintomas da doença. Tenha isso em conta quando escolher o seu destino de viagem!


Mais uma lista muito útil, desta vez encontrada num centro de saúde.
No entanto, acho que ainda muito mais haveria a dizer. Tenho uns rascunhos de uns conselhos médicos para situações de emergência em viagem que acho que são muito úteis e prometo um dia transcrevê-los para aqui. Mas convém relembrar que os aviões não permitem líquidos nas embalagens de mão, por isso convém levá-los em embalagens mais pequenas (e guardar as originais na mala) ou então levar as receitas - Mas de preferência em Inglês!!! Já passei mal por ninguém nos aeroportos americanos saber ler português (obviamente).

Além do mais, tenham em conta que os nomes mais banais mudam de país para país, principalmente longe dos principais centros urbanos. Nunca encontrei Betadine no México (julgava que era sempre este o nome do produto) e ainda não tenho a certeza do que é despejei na perna naquele dia. E não consegui encontrar aspirinas em Sumatra (como é que se chamava o ácido?). E em alguns países não há farmácias, e os medicamentos são vendidos em qualquer loja (baratos, sem segurança) ou nos médicos (caros e raros). E os seguros de saúde em viagem, até escritos em inglês, mas onde ninguém percebe aquilo e com as receitas para o reembolso escritas em indonésio com letra de médico...

Enfim, não costuma ser o fim do mundo, e estas condicionantes podem ser ultrapassadas por antecipação. É uma questão de tentarmo-nos pôr na situação e precavermo-nos. E normalmente nem acontece nada.

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quarta-feira, julho 21

Eu gosto é do Verão



No Verão facilmente abdico da perfeição das ondas em prol de um maravilhoso dia de praia com surfa à mistura. Prefiro partilhar a água com quem me é próximo, brincar nas ondas e desfrutar o sol do que me equipar a rigor para enfrentar ondas poderosas. Surfo de calções sempre que posso, venho à areia muitas vezes, e caio à água mais do que o necessário só pelo prazer de mergulhar.

Esta foto nem é a melhor do dia, mas é tão singela, tão Verão...
Agora que moro em frente à praia estes dias ganharam ainda mais significado, como quem comprou uma piscina e anseia por cada dia de sol para a desfrutar na sua plenitude. Estas ondinhas foram surfadas enquanto esperava que o resto da malta se equipasse para mais um belo dia de praia, ainda voltei a casa, peguei um pranchão para os mais pequenos, trouxemos as toalhas... As imagens foram tiradas por Miguel Oliveira, um ex-aluno da minha menina, que por acaso me encontrou na água, no meio das escolinhas e dos banhistas. Tão natural, que nas duas primeiras ondas nem tinha o cabelo molhado. Continuo a adorar as ondas grandes, fortes e perfeitas, mas isso é noutra altura. No Verão gosto é do Verão.

quinta-feira, dezembro 31

Bom Ano!




Nestes dias sou conduzido à reflexão sobre o ano que passou e em que medida os acontecimentos variaram em relação ao que augurava exactamente à um ano atrás. Pois bem no que respeita ao meio líquido, a vida reservou-me a alegria de poder disfrutar de umas belas ondas cá por casa, abandonei o malibu e dei os primeiros "passos" numa 6'8, continuei a deslizar na minha minha Mike sempre que o mar e a alma me pediram - sinto-me um privilegiado por estar onde estou e poder abordar a geometria das ondas de diferentes maneiras. Desde meados de Outubro que não vou à água e o mais certo é regressar ao mar só lá para Março. Tenho estado a contas com exoestoses nos dois ouvidos, foram muitos anos a levar com água fria e vento a condizer e como nunca me adaptei aos tampões, lá tive que ir à faca...nada de mais, há-de vir a altura para voltar à "missa". A imagem que vos deixo é de Mavericks, half moon bay. este ano fiquei impressionado com os vagalhos que são surfados por aí. O maior swell dos últimos anos abateu-se em Dezembro sobre o north shore e Maui - pesquisem no youtube, videos de Jaws e Waimea no dia 7, 8, ou 9 de Dezembro e alucinem-se!!!


O mundo caminha lentamente para a consciencialização global dos desafios ambientais, económicos e sociais, o som da engrenagem da mudança dos paradigmas está implícito nos acontecimentos de Copenhaga, no rebentamento da bolha do sistema financeiro e na emergência de novas energias e comportamentos mais sustentáveis. Ontem em conversa com o Quim, apercebemo-nos que era a ética o combustível necessário para que se percipitem com rapidez e eficácia as mudanças - o movimento é lento per sí, somos muitos...


A minha noite de fim de ano vai ser passada no recato do meu poiso com os meus dois amores, a noite vai estar fria e chuvosa como convém e nós bem quentinhos!!! vamos estar ligados a todos os brothers pelo coração! A todos vocês desejo-vos um ano de realizações!

sábado, setembro 26

Home surf



Este ano não foi possível ir para longe. Não faz mal, ao pé de casa também há que fazer. Só dispensava o fatinho, mas enfim...

terça-feira, abril 28

A escolha


A lógica é simples....a escolha é que teima em não o ser, vá-se lá saber porquê...


Explico melhor:
passar os dias de tempestade a lamentar a falta de ondas...ou...dar graças pelas tubaças no papo?
ficar a criticar a merda de políticos que temos e o país que não somos....ou....fazer a mudança acontecer nas pequenas coisas que te (me) rodeiam?
lamentar o que se podia ter feito...ou...dar graças pelo que ainda se pode vir a fazer?
A lista segue até aos confins de cada um, boa viagem e "godspeed" !

Conselhos Úteis | Interrail

Continuando a elaborar esta colectânea de listas e conselhos úteis para viagens, fica aqui mais uma resma deles, que apesar de tudo, por vezes esqueço-me de seguir:

- Não trocar dinheiro nas casas de câmbio, pois fica muito mais caro. Em vez disso, levantar directamente do multibanco/ATM.
- Levar sapatos MESMO confortáveis. Anda-se sempre mais do que se está à espera.
- Aproveitar os guias da cidade/ mapas gratuitos, disponíveis nos pontos de turismo de cada cidade.
- Comprar bilhetes/passes de transportes colectivos adequados à duração da estadia. Poupa-se muito dinheiro, sobretudo se derem para o metro e autocarro.
- Verificar a validade dos bilhetes/passes, para não apanhar multa.
- Nas cidades com mais afluência turística, reservar lugar no hostel com antecedência. Os que têm melhor relação preço/qualidade são os primeiros a lotar, sobrando só os mais caros.
- Levar molas da roupa e uma cordinha. Dá muito jeito.
- Sempre que se chega a uma cidade, ainda na estação de comboios, estudar os horários de partida para a próxima cidade. Poupa-se imenso tempo.
- Levar Toalhitas de bebé. Não é preciso explicar, pois não?
- Nos compartimentos dos comboios (aqueles cujas cadeiras se transformam em camas), se se quiser dormir descansado sem ninguém a chatear, dormir de cara tapada e fechar a porta do compartimento.
- Levar um caderno e fazer um diário de viagem. Podem incluir-se os bilhetes, fotografias, comentários das pessoas com quem se travou conhecimento...
- Ler blogs de outros interrailers e comparar as experiências.

(Retirado do blog: cabelosaovento)

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quarta-feira, janeiro 21

Saudades do Verão



Saudades do Verão, logo este com água quente e ondas regulares. Por exemplo, esta foto foi em vinte de Setembro e ainda andava de calções. Quero o Verão de volta !!!

Dolce Vita



O que eu mais gostei em Itália foi das ruinas e dos museus. E das águas, claro.

quarta-feira, setembro 24

Dreampool



Meu sonho de criança existe. Quando eu fôr triperhipermega milionário vou ter duas destas lá em casa.

sábado, setembro 6

Air Companys

Neste link da Surfline encontramos uma relação do preço cobrado pelas companhias aéreas pelas tábuas de surf e um resumo da sua política em caso destes. Faltam bastantes mas é um pequeno panorama geral que sempre ajuda a planear as viagens. Por exemplo, a British Airways não transporta de todo quaisquer tábuas. E já encontrei companhias regionais que cobravam o preço de uma pessoa pelas tábuas pois estas ocupavam mesmo um lugar sentado.
Previnam-se.

P.S. Isto são heranças de muitos anos em que o surf foi visto como um desporto marginal, pois os sacos de golf não costumam pagar taxas.

segunda-feira, julho 28

Summer 2008



Só para matar saudades destes belos dias de Verão

sábado, setembro 15

Niang Niang



Sun Setting in Niang Niang

Real Mentawai

Tudo o que eu li sobre as ilhas Mentawai é verdade.
De facto aquilo é bastante primitivo e algo agreste, mas também com a sua dose de paraíso. Em relação a alguns locais onde já estive não tem tantos animais selvagens, pelo menos em terra. Mas os animais que tinha eram mesmo selvagens pois o factor humano faz-se pouco notar por aqueles lados. Havia bastantes ratos e lagartos em formato XL. Dentro de água vimos bastantes Caravelas Portuguesas, uma espécie de medusa com um dos venenos mais mortais conhecidos, mas só no alto mar. E mais uma série de bichos grandes dentro de água que não conseguimos identificar.
Mas por outro lado junto aos recifes havia milhares de peixinhos lindíssimos com cores e formas impossíveis, visíveis desde a superfície. Ilhas de sonho no meio do nada, com areias brancas, recifes coloridos e águas verdes. E umas tempestades tropicais e alguns terramotos. E vulcões.

No limite acabámos por ficar numa ilha quase deserta, apenas com umas cinco casas, dez aldeões e uma criança. De tão isolados mal Indonésio falavam e a dada altura cheguei a duvidar que conhecessem espelhos. Sem luz eléctrica, após o anoitecer só nos restava ir dormir e esperar pelo novo dia. Mas por vezes, quando o céu estava limpo, víamos as noites mais estreladas da nossa vida, quase dando para avistar a linha do equador a olho nu.
A dieta alimentar era horrível, baseada essencialmente em picante, em geral com arroz ou massa e acompanhada por legumes. Nunca carne nem peixe nem frutas nem nada mais. Arroz ou massa picante com legumes picantes. Com chá quente, porque as águas lá tinha mesmo que ser bem fervidas. Muita malária, com alguns casos registados enquanto lá estivémos.

E de resto, muita viagem de barco pelas ilhas e mais ilhas. Os encontros com os outros barcos eram o nosso único contacto com a civilização. Com águas quentes e ondas de sonho, dentro de água éramos todos iguais. Mas enquanto que, quem vinha de iate saía da água para um hotel de algumas estrelas, nós voltávamos para uma ilhota com palhota. E não foi nada mau, pois a maior parte do tempo foi passada dentro de água. Ou a dormir a sonhar.

Bali



Esta foto é da minha autoria, só para verem quão fácil é de encontrar tubos naquelas terras...

Esquerdas Infinitas

Nem acredito que estive na terra da esquerdas infinitas. Bali é inacreditável, com ondas perfeitas a perder de vistas. Cheias de crowd claro, mas com tanta onda que deu fácil para encher a barriga de tubos. E tudo aquilo é um local mágico. Deixo-vos umas fotos que costumo receber todas as segundas feiras de manhã do Monday Mornign Wave, estas de Padang Pandang que até esta viagem estavam apenas nos meus sonhos e que agora estão nas minhas memórias !!

Padang Padang III



Dave Rastovich mining for emeralds, Padang Padang, Bali. Tough job, but he makes it look easy.

Padang Padang II



Rizal Tanjung racing the blue wonderwall of Padang Padang

Padang Padang



In Bali, the sea was traditionally seen as a home to bad spirits, but today's generation of kids seems keen to show how good the ocean can be. A boy called Mustafa, puts on a magic performance at Padang Padang.

quinta-feira, julho 19

Lista para a Indonesia #1

· Rede mosquiteira;
· Repelente de mosquitos (forte e muito);
· Comprimidos para a malária;
· Long slieves;
· Calcinha de linho (para noite e fins de tarde contra o mosquito malário);
· Meias para dormir (os mosquitos são filhas da puta);
· Raquete anti-mosquitos (não sei se conseguimos comprar cá: é uma cena para foder os mosquitos tipo as cenas do talho e dos restaurantes – Bzzt);
· Casaco impermeável (indispensável por causa das viagens de barco e possíveis chuvas);
· Bolsa de plástico isolante para meter documentos (mesma razão!);
· Cada um devia levar consigo uma cópia dos documentos dos outros (por se se perde alguma coisa, ou se alguém leva uma boca, termos sempre alguma coisa de documentação);
· Tampões para os ouvidos (não só por causa da água para quem precisa, mas porque também dá jeito para não ouvir os monhecas a rezar às 5 da manha);
· Protector solar (forte e muito);
· Tenda (o João disse que não tanto para acampar mas mesmo para se temos de ficar num sitio manhoso é fixe ter a tenda para montar lá dentro J) – Naca, se calhar podemos levar uma para os 2, a que o Idoso levou para França é fixe;
· Kit médico:
· Ligaduras;
· Gases;
· Adesivo;
· Tesoura esterelizada;
· Pinça esterelizada;
· Agulhas esterelizadas;
· Gotas descongestionantes para os olhos;
· Gotas descongestionantes para os ouvidos;
· Gotas descongestionantes para o nariz;
· Tratamento para picadas de insectos;
· Analgésico (de preferência paracetamol);
· Sais de rehidratação oral;
· Termómetro;
· Antibiótico;
· Laxante;
· Anti-dierrético;
· Pós anti-fungicos;
· Medicaçao para qualquer doença prévia;
· Preservativos.

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Lista de viagem #2

• Passport (with photocopies)
• Travel insurance (with photocopies)
• Airline tickets (with photocopies)
• USD cash and travellers cheques
• Credit or debit card (see personal spending money)
• GAP vouchers, pre-departure information and dossier
• Any entry visas or vaccination certificates required
• Camera and film, reading / writing material, binoculars, cover for backpacks
• Pocketknife, Flashlight, concealable money belt
• Fleece top
• Windproof/waterproof jacket
• Small towel and swim wear
• 4 shirts/t-shirts
• Sun hat
• 1 pair of shorts
• 2 pairs of long trousers
• 1 pair hiking pants/track pants
• Hiking boots/ sturdy walking shoes
• Sport sandals - Sunblock
• Sunglasses
• Toiletries (biodegradable)
• Watch or alarm clock
• Water bottle
• Purification tablets or filter
• First-aid kit (should contain lip salve, Aspirin, Band Aids, anti-histamine, Imodium or similar tablets for mild cases of diarrhea, re-hydration powder, DEET bug repellant, extra prescription drugs you may be taking).

Travel documents: passport, visa, travel insurance, air tickets, voucher 
Health requirements arranged  
Money: travellers cheques / cash / credit card 
Money pouch  
First Aid kit 
Day pack to carry your personal needs during the day 
Alarm clock and torch/flashlight 
Ear plugs 
Water bottle 
Walking shoes with a good grip 
Mosquito repellent 
Sun screen/Hat/Sunglasses  
Gastrolite - Oral Rehydration Powder 
Small towel 
Sleep sheet 
Water bottle 
Warm clothes for Rain Season

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Lista de viagem ao Mexico #1

Material da viagem

- Passaporte + documentação
- Chinelos
- Rolos fotográficos
- Máquina fotográfica
- Adaptador electricidade
- Máquina aquática
- Sabão + molas
- Rede mosquiteira
- fio nylon
- pionaises
- calculadora
- dicionário espanhol
- cadeados
- carregador telemóvel
- Fotocópias (passaporte, TC, voo,...)
- Medicamentos + termómetro
- Chinelos + sapatos piscina + ténis + sandálias + botas caminhada
- Moradas + emails + telefones
- Telefones de cancelamento de cartões
- Gilete
- Pinça + fio dental + pasta e escova de dentes
- MP3
- Máscara e tubo snorkeling

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Lista de Tempo de Viajar

BAGAGEM
Preparar a bagagem para uma viagem destas é uma coisa digna que qualquer processo de recrutamento para consultoras ou acção de team building.
Mas, no fundo, acaba-se por levar menos roupa do que para umas férias de três semanas pois, já que se vai ter que ir lavando, para quê levar mais do que o estritamente necessário? E para quê carregar desde já agasalhos para o frio do Peru ou do Chile, quando se pode comprá-los numa feira local quando lá se chegar?
O verdadeiro problema não é a roupa, mas sim toda a panóplia de equipamentos e acessórios. Vejamos então.


MOCHILAS E SACOS
- Mochila Gravis Shadow 20 litros, onde vou transportar o computador portátil, a máquina fotográfica, o iPod e respectivos acessórios. E também os documentos, os bilhetes de avião, dinheiro, cartões bancários, etc. Ou seja, tudo o que não posso perder! Vai andar sempre colada às minhas costas, quase como uma extensão do meu corpo.
- Saco de viagem Géonaute TR Sport 35 litros com possibilidade de transporte com rodinhas ou às costas, onde levo a roupa, artigos de higiene, livros e outras coisas que posso facilmente substituir em caso de perda ou roubo. É o saco que pode ir para os porões das camionetas, que pode ser deixado num depósito de bagagens ou na recepção de uma pousada.
- Mochila Jansport Mini Trinity 13 Litros, que servirá para o dia-a-dia e quando for seguro deixar o computador no quarto de hotel. Vai vazia, prensada entre as duas pranchas.
- Saco de viagem FCS, com capacidade para transportar duas pranchas de surf.


EQUIPAMENTO ELECTRÓNICO
- Computador portátil Toshiba Satellite M100-233 e respectivos acessórios (carregador, rato, pen drives e cabo USB).
- Máquina fotográfica digital Sony Cybershot DSC-H1 e respectivos acessórios (bolsa de transporte, carregador e cartões de memória).
- Máquina fotográfica Sony Cybershot DSC-U2, como máquina secundária. É muito pequena e fácil de transportar num bolso, para não perder momentos mais instantâneos e poder levar para qualquer sítio.
- iPod Mini 4GB e respectivos acessórios (carregador, earphones e cabo USB).
- Telemóvel SonyEricsson T630, que vou utilizar com cartões SIM locais nos países em que ficar mais tempo e quando se justificar, com respectivo carregador.


EQUIPAMENTO DE SURF
- Duas pranchas de surf: McKee 6'3'' Lelot 6'1'' e Online 6'6''.
- Fato de surf Rip Curl 4/3 mm, que será enviado pelo correio para uma pousada em Mancora, no Peru um hotel em Guayaquil, no Equador, para não ter que andar a carregar com ele por toda a América Central, onde não é necessário porque a água é quente.
- Botinhas O’Neill para a água fria (vão com o fato) e sapatinhos Rip Curl para reef-breaks de água quente.
- Streps, cordinha, licras, quilhas e chaves.


LIVROS
Os livros, um pouco como as pranchas de surf, são uma coisa ingrata de transportar porque ocupam algum espaço e pesam bastante na mochila. Eu não sou um leitor muito assíduo, mas uma viagem destas pede uma biblioteca minimamente decente. Com alguma criatividade, vou encontrar formas de não ter que os levar todos de uma vez e ir “trocando” à medida que os vou lendo.
Aqui fica uma lista dos já seleccionados. Aceitam-se sugestões!

- Planisfério Pessoal, Gonçalo Cadilhe
- Mais Além - Depois do Evereste, João Garcia
- O Poder dos Sonhos, Luís Sepúlveda
- Passageiros em Trânsito, José Eduardo Agualusa
- A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile, Gabriel G. Marquez
- Doze Contos Peregrinos, Gabriel G. Marquez
- O Canto Nómada, Bruce Chatwin
- Hotel Babilónia, Cáceres Monteiro
- Fiesta - The Sun Also Rises, Ernest Hemingway
- Moby Dick, Herman Melville


ROUPA, CALÇADO E ACESSÓRIOS
- 5 t-shirts + 2 manga comprida
- 2 calções de rua + 3 calçoes de praia/surf
- 1 par de calças (compro outro em viagem)
- 5 pares meias + cuecas
- 1 impermeável
- 1 sapatilhas
- 1 chinelos havaianas
- 1 par óculos de sol
- 1 relógio
- 1 mini lanterna
- 1 canivete suíço
- 1 monóculo
- 1 mini conversor de moeda
- produtos de higiene pessoal
- kit medicamentos e primeiros socorros

Lista do blog Tempo de Viajar, um projecto de dar a volta ao mundo sozinho de mochila às costas e prancha debaixo do braço. Recomenda-se a visita para experênciar um pouquinho destas viagens de mochileiro.

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Lista de viagem a Marrocos.

- Passaporte
- Tenda
- Máquina Fotográfica (e rolos)
- Saco-cama
- Meias
- Escova de dentes (Champô, creme de barbear, toalhas)
- Calções
- Dinheiro
- Chinelos, sandálias, ténis
- Um par de calças
- Canivete suíço, corta-unhas
- Anti-estamínicos, hidratantes e protector solar
- Comes e bebes
- Música
- Livros

Se calhar não se adequa totalmente a uma surf trip mas julguei ser um bom começo. A lista original pode ser encontrada aqui.
O texto original era o seguinte:

"Tenho por hábito guardar as listas que faço de viagem para viagem, de modo a que se tornem progressivamente melhores. Esta já contem o essencial mas há alguns ítens que entretanto foram acrescentados. E, claro, o destino também influencia na elaboração das listas. Esta é sem dúvida para um destino de poucas chuvas. Neste caso, Marrocos. Reparem que nem uma simples T-shirt aparece na lista, que no entanto acabei por levar... "

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Porque listo

Caros companheiros de vagas: aproveitando o facto que as visitas a este humilde espaço andarem um bocado reduzidas irei aproveitar para pôr aqui de pé uma pequena iniciativa que me irá dar muito jeito, e poderá ser de extrema utilidade para todos aqueles que vão viajar este Verão ou num futuro próximo.

Assim irei postar por aqui uma série de listas de viagens. Algumas mais antigas usadas para todo o género de viagens, outras que encontrei por aí... sei lá, tudo o que aparecer. Espero que comentem, acrescentem ou corrijam sempre que considerarem necessário. E que se divirtam também.

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Blue Gel



Só para matar saudades

segunda-feira, março 26

Home, sweet home...



Umas ondinhas em frente a casa também não é nada mau...

sábado, março 17

Libéria

Há uns tempos citei um artigo de Fred d' Orey, a propósito de uma surf trip à Libéria. O artigo surgiu nas paginas da revista Fluir no espaço onde Fred assina uma coluna de opinião. O que acontece é que na última ediçao (Outubro 2006) surgiu a reportagem sobre essa mesma surf trip.

Impressionante. Sem abordar nenhuma das questões presentes na coluna de opinião a reportagem volta a me emocionar. e muito. Um país onde existe um único surfista e onde, apesar de toda aquela guerra, as pessoas vivem como podem, com muita dificuldade, numa terra que poderia ser um excelente destino para muito turista. Principalmente os surfistas, pois o país tem muitas ondas, pouco crowd (um), e água quente.

O orgulho com que o melhor surfista Liberiano (e único), afirma que agora tudo se vai resolver. Porque votou. Relembro que o país foi formado pelos escravos Norte-Americanos libertados pela guerra civil da Secessão e neste momento tem como chefe de estado uma mulher. Eleita.

"Eu votei. Agora tudo vai melhorar", diz Alfred. Libéria finalmente tem uma coisa muito subvalorizada por quem sempre teve - Paz.

Indo eu...



A viagem da minha vida já está marcada na agenda, para meados deste ano. Destino: Ilhas Mentawai, na Indonésia. Apesar de já ter o bilhete na mão, "It´s not over till the fat lady sings". Por isso espero que corra tudo bem.

Para já vou vivendo a antecipação... preparando a bagagem, vendo as condições do local, trocando experiências. E principalmente, treinando o surf. E sonhando com imagens como essa aí em cima... Yuuupi !!

A Final



Achei demais esta imagem. Corresponde à vista de Pipeline em dia de final de campeonato. Ou seja, vista priveligiada de poucos. Pelo menos ao vivo. Neste caso, é a final do Pipe Masters onde não sobra nem um lugarzinho...

sexta-feira, março 2

Guess Where ?



Pelos dias de S. Valentim, Pipeline ofereceu uma das melhores (e maiores) sessões de surf da temporada. Veja o filme aqui.

sexta-feira, fevereiro 9

O velho Prefácio


As manhã de off levezinho...os insectos eram trazidos a ver o mar pela primeira vez, as borboletas avisavam a chegada da Primavera, o cheiro das dunas...a norte do Prefácio erguiam-se linhas limpas, compassadas, de pico arqueado e sozinhas, as tubaças brindavam bafos de água, à espera...
Eram mais ou menos assim, desta feita renascidas no final de Outubro último

quinta-feira, fevereiro 8

Águas passadas



que saudades...

01022007 : Just a perfect day ..

Dia um de Fevereiro de dois mil e sete surfei as melhores ondas da minha vida.
Foi uma sequência feliz, pois nessa semana as ondas estavam cada vez melhores, o que tinha feito com que me habituasse a ondas cavadas e tubulares com algum tamanho.

Eu julgava que os melhores dias mesmo tinham sido os anteriores, já com várias horas acumuladas daquelas surfadas clássicas que não se esquecem tão cedo. Com algumas ondas grandes demais, confesso. Mas sempre bem tubulares - umas esquerdas a criarem dois bowls bem cavados. O primeiro bowl junto ao drop e o segundo perto do fim. Com algum comprimento, com muitas a darem para sair do tubo e para manobrar na parede, principalmente na zona intermédia.

Naquele dia já não imaginava que surfar seria o meu destino. Apesar de ter estado em geral vento leste, à tarde estava sempre um pouco pior e eu já tinha tido a minha conta nessa semana. Mas ao passar junto à praia não resisti - o mar ainda mais perfeito, a água ainda mais verde, uf...

Seriam umas três da tarde e eu fui a correr buscar a tábua.
Quando cheguei tinha melhorado. Dentro de água apenas uns três bodyboarders bem atrás do pico, e um surfista na minha zona preferida - nada mau. Entrei pelas três e meia e logo na primeira onda saí do tubo a gritar como criança. E eram todas boas (ou excelentes, ou perfeitas) e eu já estava naquela fase em que as apreciava com mais vagar: olhava para a crista em cima de mim; decidia tentar aquela manobra ou abordar o tubo de tal maneira.

Eu sabia que eram mesmo as melhores pois já me tinha tentado a dizê-lo várias vezes nessa semana. E o meu surf nesse dia também permitiu surfá-las melhor. Não desejei que elas fossem nem maiores nem mais pequenas. Talvez mais longas e a água mais quente. Mas, meu deus, que felicidade... Se fosse sempre assim os Indonésios é que vinham para cá.

terça-feira, janeiro 23

Chile



Blue, Cold & Chile (Pepers?)

Somewhere in Chile

Ja saiu o calendário do WCT de 2007. A novidade deste ano é o Rip Curl Pro Search que será "Somewhere in Chile". Sempre ouvi falar de altas ondas por esses lados, com apenas um senão... água fria. E isso já tenho que chegue.

No resto tudo igualzinho. Mantém-se Mundaka e até a sequência é exactamente a mesma. Ainda bem.
Confiram aqui as datas e não se esqueçam de ver em directo.

No princípio estava o mar

"Vocês são todos um bando de malditos obcecados", gritou, e fechou-lhe a porta na cara. A única coisa que ainda tentou dizer foi "malditos..!!??", mas era inútil, já não teve tempo, e de qualquer das formas era a única coisa que podia dizer, quanto ao resto era tudo verdade. Que ele não tinha aparecido, que ela o esperara toda a tarde, mais de três horas naquela esquina barulhenta e mal frequentada, (...), que estava consumida de tão preocupada, e ele, afinal, nas ondas, a marimbar-se para tudo, "querida, era um swell inesperado", que tentasse compreender, já não tivera tempo para a avisar, na realidade nem sequer se lembrara...


E sobretudo era mesmo verdade aquela dos obcecados. Era, como todos os outros, um maldito obcecado. Não pelo frio, isso não era nada. Nem tampoco pelo dinheiro que estourava em gasolina. Aqueles que faziam 200 Kms de auto-estrada no unico dia da semana em que não se trabalha, para se enfiarem num restaurante da Bairrada e empanturrar-se de leitão e de espumante, esses é que sim, queimavam uma fortuna em combustível e portagens. Nem pelo nervosinho. quando sabia que havia ondas e não conseguia libertar-se de um compromisso ou lhe faltava tempo. Piores do que ele, eram os tolinhos da bola que nem iam trabalhar quando trasmitiam uma quarta-feira europeia, ou que condicionavam uma má disposição ao resultado da partida do clube de eleição.


Não era obcecado sequer pelas prioridades que punha na vida. Aceitava perfeitamente que não podia ser só surf e o resto era comer ar e dormir debaixo da ponte. Havia que pensar no futuro, encontrar uma carreira profissional que o realizasse, ou melhor ainda, que lhe deixasse tempo para fazer surf todos os dias. Sabia bem, no entanto, em que é que era obcecado. Ele e todos os outros. Todos, ele e os outros, só pensavam em ondas. Quando lia nas etiquetas do chá que era produzido em Ceilão, pensava logo nas ondas do Sri Lanka, não lhe vinha à cabeça o chá, mas sim que lá a água era quente e que embora as ondas não fossem excepcionais, eram bem simpáticas e que não se importaria nada de um dia lá ir. Quando mostravam os furacões na Flórida e calculavam os prejuízos e entrevistavam a dona de casa que ficara sem casa, ele queria lá saber dos prejuízos e da tragédia, queria era ver o mar e as ondas que alguns dias depois estariam a chegar, já arrumadinhas, a Rhode Island. Já quando anunciaram o fim da discriminação racial na África do Sul, o que o preocupou foi saber se o crowd iria aumentar em Cave Rock. E, claro, era de acordo que Timor era um problema dos portugueses, mas numa perspectiva muito diferente daquela oficial. O verdadeiro problema de Timor era que a Indonésia não carimbava um visto de entrada no passaporte dos portugueses...


Sim, a miúda batera-lhe com a porta na cara, a água salgada caía-lhe pelo nariz abaixo, ainda sentia os pés gelados e era um "maldito obcecado". Mas o sangue corria-lhe com força no corpo, amanhã ainda ia ser melhor porque o mar estava a subir e estava com uma fome tal que só de antecipar a sopa quente já lhe vinha a vontade de cantar e cumprimentar as pessoas que passavam por ele e regressavam a casa do emprego.


Afinal não era preferível ser um maldito obcecado que um sonâmbulo indiferente? Aliás, pensando bem, graças a Deus era um obcecado e a vida - o que é a vida? A vida não é nada sem uma maldita obsessão, principalmente quando a obsessão tem um fundo de laje e lhe dá o vento por terra e não pára de rodar e é tão perfeita e divina, que faz chorar por mais...


de Gonçalo Cadilhe

sexta-feira, janeiro 5

Zen-like


E algumas fotos que vou encontrando por aí, para valer a pena visitas regulares.

" Anthony Johnson, with a zen-like approach to the path, Lance's Left, Mentawai Islands." Foto: Will Henry

Citando: Fred d' Orey

Há muita coisa que eu encontro, quero citar ou comentar, e não arranjo tempo. Por isso, e no sentido de não privar ninguém de conteúdos que considero de alto interesse, passo a transcrevê-los. Espero que valha a pena.

"Muitas vezes as experiências mais interessantes de uma surf trip não são os tubos, nem as batidas, nem o sol se pondo dentro d'água. Mas são essas coisas que nos levam a agitar um empréstimo com o pai, empacotar as pranchas e botar o pé na estrada. A perspectiva de pegar tubos insanos e de ficar exausto depois de um final de tarde alucinante nos deixa loucos. Por isso partimos. Saímos em busca daquilo que não encontramos em casa. E a sorte dos surfistas é que essas ondas acontecem bem longe da estrada principal. A gente tá sempre se metendo em buracos e barracos do 3º mundo em busca da tal onda perfeita. E acontece cada coisa que papai-mamã-e-titia nem imaginam.

Eu já sabia que na Libéria o buraco seria bem mais embaixo, mas nada me preparou pra aquela primeira noite. Sendo a Monrovia uma das cidades mais perigosas do mundo, o plano original era correr da capital antes do anoitecer. Mas estávamos em plena crise Israel-Líbano, e justo naquele dia os libaneses, que controlam o pouco do que sobrou da destroçada economia liberiana, fecharam seus mercados mais cedo e foram pra porta da embaixada americana protestar.

Sem mantimentos, tivemos que aceitar o convite do nosso guia local, Dominic, de dormir em sua casa, e fazer as compras no dia seguinte. Mas quando o carro foi adentrando algo parecido com a favela da Maré a coisa passou de folclórica a perigosa em minutos. Os habitantes do lugar vieram ver o que era. Mas nada de sorrisos.

Éramos cinco gringos carregados de equipamentos e pranchas, bem alimentados, e eles eram os sobreviventes de mais de vinte anos de constantes chacinas. A instrução de Dominic era tirar tudo do carro o mais rápido possível antes que juntasse mais gente. A casa não tinha nem janelas nem móveis. As crianças vagaram o único quarto, esticamos as capas de prancha e, desafiando o intenso cheiro de nhaca e mofo, tentamos dormir suando em bicas.

No meio da noite, gritos ao redor da casa, discussão acalorada, garrafas explodindo contra a nossa parede. Parecia coisa de grupos de adolescentes depois de muitos drinks voltando de uma festa. Mas não era bem isso. No dia seguinte, Dominic, com duas enormes olheiras, me contou o que se passou. Os caras queriam derrubar a porta e nos saquear, mas Dominic montou guarda com dois enormes pedaços de madeira e os fez mudar de idéia. Ele sabia que aquilo poderia acontecer e nos protegeu.

Já em Robertsport fomos tratados como reis, principalmente pelas crianças, que nos adoravam. Elas cercavam o acampamento do amanhecer ao por do sol. Nos seguiam em nossas caminhadas, traziam amêndoas, coco, e ajudavam a carregar o equipamento do John. Vibravam com o nosso surf. Nós éramos muito diferentes do que estavam acostumadas, mas só depois percebi a intensidade desse fascínio.

Uma noite, depois do jantar, chovia leve, e o gerador ainda funcionava. Debaixo de uma tenda de lona, nos espremíamos em frente ao Mac do fotógrafo pra ver as fotos do dia. Olhei pra trás e percebi algo na escuridão. Fui mais perto. Liguei a lanterna na direção da praia. Não acreditei em cena mais hilária e querida. Oito moleques sentados em dois improvisados bancos de madeira, debaixo de chuva, nos assistiam tal qual a uma sessão de cinema. Eles na total escuridão e nós éramos o filme. Quando a lanterna os flagrou, abriram o maior dos sorrisos, entre sem graça e felizes por terem sido descobertos. Crianças são crianças em qualquer lugar do mundo, e serão eles os futuros 'donos' do pico. Com certeza um dia irão se lembrar dos gringos que apareceram por ali pela primeira vez no longínquo ano de 2006.

Mas depois de doze dias dormindo no chão, meu corpo pedia cama e lençóis limpos. Tinha lido na internet que pelo menos um hotel havia sobrevivido à guerra. Na última noite dei a notícia: "Não sei sobre vocês mas eu vou pro Royal Hotel". No dia seguinte, os caras me deixaram no Royal (que de royal não tinha nada, mas a cama pelo menos era limpa) e foram dormir no chão da casa de um missionário canadense (como eles se arrependeram…). Combinamos de jantar no sushi bar do Royal, que um polonês tinha mencionado, ainda no avião. "Talvez em Nova Iorque tenha algo parecido", ele disse. Como assim? Fiquei com aquilo na cabeça. O telefone tocou e eu desci pra encontrar meus companheiros no tal sushi. Uma placa anunciava seu nome, Living Room. Abri a porta. Foi como se tivesse entrado em outra dimensão. Me deparei com um lounge maravilhoso e música alta. Mulheres lindas com saias curtas, negões estilo puff dady, libaneses com correntes de ouro e rolex no pulso conversavam animadamente pelos sofás. No salão principal, uma chinesa top model me encaminhou à mesa. Meus parceiros de trip não acreditavam no que estavam vendo e vivendo. Seus queixos caídos diante de tanto bom gosto e opulência.

O som era perfeito, moderno, eletrônico. A decoração com sua luz baixa, paredes de veludo vermelhas e piso preto, me faziam lembrar night clubs londrinos. As mesas estavam lotadas, o restaurante bombava. Então era assim que a elite se divertia em países destroçados? Do lado de fora, altos muros e homens fortemente armados impedem a massa miserável de entrar. Que contraste absurdo. A primeira, a última e a noite das crianças não podiam ser mais diferentes. Mas as três compõem o quebra cabeça de uma surf trip, de uma país chamado Libéria e do mundo como o construímos."

Por Fred d' Orey, na revista Fluir

segunda-feira, setembro 25

No dia em que eu...



Esta minha viagem ao México foi uma grande aventura.
Com mais tempo contarei aqui as histórias e as ondas. Para já, a imagem introduz.

Eu



As coisas que eu mais gostei no México foram as ruínas e os peixinhos

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