quinta-feira, fevereiro 8

01022007 : Just a perfect day ..

Dia um de Fevereiro de dois mil e sete surfei as melhores ondas da minha vida.
Foi uma sequência feliz, pois nessa semana as ondas estavam cada vez melhores, o que tinha feito com que me habituasse a ondas cavadas e tubulares com algum tamanho.

Eu julgava que os melhores dias mesmo tinham sido os anteriores, já com várias horas acumuladas daquelas surfadas clássicas que não se esquecem tão cedo. Com algumas ondas grandes demais, confesso. Mas sempre bem tubulares - umas esquerdas a criarem dois bowls bem cavados. O primeiro bowl junto ao drop e o segundo perto do fim. Com algum comprimento, com muitas a darem para sair do tubo e para manobrar na parede, principalmente na zona intermédia.

Naquele dia já não imaginava que surfar seria o meu destino. Apesar de ter estado em geral vento leste, à tarde estava sempre um pouco pior e eu já tinha tido a minha conta nessa semana. Mas ao passar junto à praia não resisti - o mar ainda mais perfeito, a água ainda mais verde, uf...

Seriam umas três da tarde e eu fui a correr buscar a tábua.
Quando cheguei tinha melhorado. Dentro de água apenas uns três bodyboarders bem atrás do pico, e um surfista na minha zona preferida - nada mau. Entrei pelas três e meia e logo na primeira onda saí do tubo a gritar como criança. E eram todas boas (ou excelentes, ou perfeitas) e eu já estava naquela fase em que as apreciava com mais vagar: olhava para a crista em cima de mim; decidia tentar aquela manobra ou abordar o tubo de tal maneira.

Eu sabia que eram mesmo as melhores pois já me tinha tentado a dizê-lo várias vezes nessa semana. E o meu surf nesse dia também permitiu surfá-las melhor. Não desejei que elas fossem nem maiores nem mais pequenas. Talvez mais longas e a água mais quente. Mas, meu deus, que felicidade... Se fosse sempre assim os Indonésios é que vinham para cá.

1 Comments:

At 11:22 p.m., Anonymous Anónimo said...

Lindo cumpadre!! Até deu um agradável friozinho na barriga! É bonito ver que os anos passam e o mar continua por dentro e por fora de nós, inevitável. Faço figas para que o crowd do "meio liquido" se encontre "por acaso" num dia clássico destes...

 

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