sexta-feira, maio 26

COCOVAMA

ESTATUTOS DA COMPANHIA DE CORREDORES DE VAGAS DE MAR

1. – Respeitara prática de correr vagas de mar, tanto como actividade física, bem como actividade espiritual, defendendo-a de qualquer tipo de agressão que degrade a existência desta dualidade.
2. – Proteger as ondas existentes de todas as acções que diminuam a sua qualidade inata, para a prática deste prazer de viver.
3. – Criar novas ondas.
4. – Defender o acesso livre a qualquer onda, em qualquer lugar, sempre.
5. – Reduzir as situações de alto risco, no acesso às ondas existentes, bem como as que forem restringidoras da máxima perfeição.
6. – Ignorar todas as iniciativas retrógradas, tendentes à anulação e ao rebaixamento deste prazer de viver, até ao nível de um mero objecto de consumo, de natureza comercial, massificada, egocêntrica, chauvinista, agressiva, violenta, prepotente, sujeita a horários e incómoda para a paz de espírito.
7. – O único campeonato louvável é o que é feito no dia a dia, dentro de cada eterno aprendiz da perfeição.
8. – O único troféu a cobiçar, é a felicidade pura e simples.
9. – Usar o papel que nos é dado pelo destino, perante uma vida em perigo, salvando-a.

segunda-feira, maio 22

Bolha do Tempo



Só para relembrar...

sábado, maio 20

é o Mar...

Há na língua portuguesa alguns traços que navegaram junto com as caravelas. Para além da gramática, foi um pouco de alma. Eu já sentia a comunhão entre o espirito da Bossa Nova e do Fado. Agora reparei que também a Morna de Cabo Verde, comunga das mesmas essências.

Estes lamentos cantados, de forma mais ou menos alegre, falam do destino, dos amores, de quem partiu e do que está longe. Mas o que os aproxima é forma de cantar, de dentro, do coração para a boca...

No entanto, há exemplos do género que nada têm de português, como é o caso dos Blues americanos. Estes também são lamentos cantados, mas no fundo não os sinto com aquela alma Lusa. Então, o que os distingue das nossas músicas?

Na minha opinião, é o Mar...

...

quarta-feira, maio 17

Constância 3


Não é quando tu queres, é quando dá! E ainda bem, porque te obriga a conhecer, compreender e fluir com o ritmo do oceano. Motiva-te à descoberta, à busca, a saíres do "ninho" e a compreenderes melhor a tua insignificância. A perceberes o que é essencial, ensina-te a perceber o que podes mudar, o que não depende de ti e, com sorte, a sabedoria para distinguir entre ambos.
Mas quando dá e estás lá, ensina-te a dar valor e a sorver o "sumo" como se fosse o último dia da tua vida....

quarta-feira, maio 10

Constância

A minha praia não tem as melhores ondas do mundo.
Mas tem uma coisa em que é imbatível - a sua regularidade.
E este é um ponto que, para mim que gosto de surfar assiduamente, é mesmo importante. Que adianta ter o melhor pico do mundo, se só raramente funciona? Acho que ainda custa mais. Tenho mais gosto por uma praiazinha que todos os dias dê o minimo suficiente. Que possa contar com ela, que saiba que ela vai estar lá quando eu precisar.

Por uma conjugação astrológica qualquer, as praias mais próximas têm o condão de aguentarem o muito grande, mantendo-se surfáveis e seguras e, no caso de uma flatada geral, serem dos picos que mais ondulação recebem. E a verdade é que, se lá não houver ondas, não há em lado nenhum. Seja por falta ou por excesso. Pode estar melhor noutro lado qualquer. Provavelmente estará. Mas sem precisar de grandes viagens tenho que chegue. Quando posso viajo. Quando não posso, também não preciso. E a verdade é que não me lembro da última vez que fiquei sem surfar.
Pelo menos por falta de ondas.

quinta-feira, maio 4

Sta Maria a Ilha do Sol

quarta-feira, maio 3

Wave Pool



Quando começam a escassear praias a serem descobertas para o surf as novas tecnologias continuam a abrir novas portas.
Nos anos 60, em que se surfava apenas de pranchão, Pipeline não era considerada uma onda pelos padrões da época. Ondas cavadas não existiam para a comunidade de então.
E nos últimos anos o Tow-in possibilitou o acesso a toda uma galeria de novos picos em alto mar, que até aos nossos tempos só em teoria eram surfáveis.

Mas o futuro não pára.
E para o provar a teoria das piscinas de ondas começa a chegar à prática. Muito já se falou sobre piscina com ondas. Muitas foram construidas e algumas até receberam etapas do circuito mundial, mas quem é surfista, nunca gostou do que viu: ondas pequenas, cheias e fechando. É claro que se levarmos em consideração a distância da praia, às vezes ter uma onda "cheia e fechando" destas, até pode ser uma boa idéia. Mas ondas assim nunca foram solução.

"Daí surgiu a ASR e o Dr. Kerry Black. O cara é um legítimo professor Pardal, cheio de PHD´s e entendedor de tudo o que está ligado ao oceano. O que o Dr. Kerry Black fez, foi copiar a descrição dos fundos de picos famosos (Pipeline, Teahupoo, Trestles, etc.) para o computador e desenvolveu um produto chamado Versareef - um fundo artificial para ser instalado no fundo das piscinas com ondas. O melhor de tudo é que o sitema Versareef pode ser controlado pelo computador de maneira que à medida em que move-se o fundo, pode-se simular ondas características daqueles picos famosos estudados pelo Dr. Black.

Depois disto, a ASR firmou uma parceria com a maior desenvolvedora de piscinas com ondas do mundo: a ADG. Foi como juntar o arroz e o feijão. Mistura fina. Par perfeito. Nunca mais as ondas de piscina serão pequenas, gordas e fechadeiras. A promessa do Dr. Black, é que uma piscina equipada com o seu Versareef, pode criar ondas tubulares, abrindo e com até 8 pés.
Alguém aí precisa mais do que isto?"

Informação recolhida e citada de Giovanni Mancuso